O Presidente de França, Emmanuel Macron, manifestou o seu total desacordo em relação à exigência do Irão de impor taxas de passagem no estratégico estreito de Ormuz. Em declarações à estação televisiva TF1, durante a cimeira do G7 em Évian-les-Bains, o líder francês sublinhou que a França, em coordenação com o Reino Unido, a Itália e os Países Baixos, está determinada a assegurar a livre circulação marítima na região.
Esta tomada de posição surge apenas um dia após o anúncio de um entendimento entre Washington e Teerão para a reabertura daquele corredor marítimo. Segundo Macron, a introdução de portagens seria "um retrocesso". O Chefe de Estado alertou para o perigo de se criar um precedente global: "Se cobrarmos portagens aqui, qual será a consequência? Os preços vão aumentar para todos", defendeu, assegurando que o seu governo envidará todos os esforços para evitar a taxação naquele ponto de passagem.
A tensão recente teve origem numa cláusula incluída de última hora pelo Irão nas negociações com os Estados Unidos. O governo iraniano pretendia cobrar pela prestação de serviços marítimos no estreito de Ormuz — um ponto vital por onde transita cerca de 20% da produção petrolífera mundial —, após ter bloqueado a passagem como medida de retaliação a ataques efetuados por Israel e pelos Estados Unidos desde o passado dia 28 de fevereiro.

